Total de visualizações de página

sábado, 16 de abril de 2011

Em vídeos, atirador relembra humilhações vividas na escola

Wellington matou 12 alunos da escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, no dia 07-04-2011. Outras 11 crianças ficaram feridas.


Link de vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=uwcs0J2XGj4
http://www.youtube.com/watch?v=CTpYfkMg6OM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=nLOqaXX3NmY&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=EqHmea9I5N8&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=MmQCIbT6m6I&feature=related


Existem vários vídeos mais sobre o atirador na escola municipal Tasso da Silveira, esses são apenas alguns que assisti.

Adolescente vítima de bullying mata colega a facadas no Piauí

RODRIGO VIZEU
DE SÃO PAULO

Um adolescente que se disse vítima de bullying matou um colega com golpes de faca no interior do Piauí. O caso ocorreu na quarta-feira (13) na zona rural da cidade de Corrente, no extremo sul do Estado.
Segundo o delegado Fabrício Gois, o adolescente de 14 anos que cometeu o assassinato disse à polícia que era "agredido quase todos os dias física e verbalmente". O menino era mais baixo e mais fraco do que o que morreu, que tinha 15 anos.
De acordo com Gois, o ataque ocorreu no pátio da escola, quando os alunos esperavam pelo ônibus. Ao ser hostilizado, o adolescente partiu para cima do colega, desferindo um golpe na virilha e outro no pescoço. O corte atingiu a veia jugular e a vítima morreu praticamente na hora.
O adolescente, que está apreendido em Carreira até o fim das investigações, disse à polícia que sua intenção não era matar o colega, mas "só dar um susto para ver se ele parava com aquilo".
O delegado contou que o jovem disse portar a faca para poder apontar seu lápis. Gois disse que a arma foi modificada e aparenta ser um punhal.

Para especialistas, atirador parece vítima de bullying


Profissionais diferentes concordam que há elementos de vingança e pedido de atenção em massacre em escola no Rio


Uma vítima de bullying em busca de vingança e atenção. Embora ainda esperem mais dados, especialistas em violência escolar dizem que Wellington Menezes – o rapaz de 24 anos que matou 11 crianças, feriou outras 13 e morreu em uma escola no Rio de Janeiro – agiu como quem sofreu durante a vida estudantil.

O perfil social do atirador seria o primeiro indício. Segundo uma irmã, ele era “estranho” e “sem amigos”. A pedagoga Cléo Fante, autora de livros sobre bullying, vê nesta descrição uma pessoa com problemas sociais e carência. “Pode ter sido uma tentativa de sair do anonimato e chamar atenção uma única e última vez”, comentou.
Também colabora para a tese o cenário que escolheu para o massacre. Menezes se armou, escreveu uma carta, pensou em uma desculpa para passar pelo portão e voltou à escola municipal Tasso da Silveira, lugar que freqüentou como aluno. “Isso leva a hipótese de vingança”, diz o coordenador do Observatório de Violência nas Escolas da Universidade da Amazônia (Unama) em convênio com Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Reinaldo Nobre Pontes. “Ele parece ter planejado a agressão, tão grande que incluía a própria vida, como uma forma de devolver o sofrimento à sociedade. A escola devia ser para ele a maior representante desta sociedade.”
Facilidade para se armar
O especialista afirma que o fato, por ser inédito nestas proporções no Brasil, ainda precisa de análise, mas lembra que casos similares no mundo reuniram dois componentes: pessoas revoltadas e facilidade em comprar arma. Ele conta que esteve na Alemanha e conversou com pessoas que acompanharam o caso de Winnenden, em que um aluno matou 12. “Era um jovem de classe média que tinha um pai colecionador de armas, já nos Estados Unidos, onde há mais casos, a aquisição é mais fácil”, diz.
A psicóloga com livre docência em violência da Universidade de São Paulo (USP), Sueli Damergian, também frisa o acesso às armas como parte do problema. “Todo mundo tem uma carga de agressividade dentro de si, a maioria consegue lidar, outras não, mas o meio ambiente não pode dar a oportunidade da violência, com o fácil acesso a armas.”
Escola perdeu vocação humanista
Para ela, a escola tem sido palco de atos de violência porque reflete cada vez mais uma sociedade competitiva em que há mais chances de pessoas serem ou se sentirem hostilizadas. “Não é uma coincidência que estes casos no mundo todo ocorram em ambiente escolar. É claro que para uma vítima de bullying reagir dessa maneira precisa ter um desequilíbrio, mas as agressões são cada vez mais freqüentes”, diz.
Sueli acredita que apenas a humanização do processo educativo reverteria a tendência à violência. “A escola perdeu a vocação humanista e trocou a atenção ao ser humano por uma grande competição estimulada por todos, inclusive pais. O tempo todo busca-se saber quem é o melhor, o mais bonito, etc. e quem não se adéqua é hostilizado.”


reportagem retirada de:http://ultimosegundo.ig.com.br/
foto retirada de:http://www.google.com.br/images?hl=pt-BR&source=hp&biw=1024&bih=634&q=atirador+na+escola&gbv=2&aq=f&aqi=&aql=&oq=

Como lidar com o cyberbullying?

Mesmo virtual, o cyberbulling precisa receber o mesmo cuidado preventivo do bullying e a dimensão dos seus efeitos deve sempre ser abordada para se evitar a agressão na internet. Trabalhar com a ideia de que nem sempre se consegue tirar do ar aquilo que foi para a rede dá à turma a noção de como as piadas ou as provocações não são inofensivas. ''O que chamam de brincadeira pode destruir a vida do outro. É também responsabilidade da escola abrir espaço para se discutir o fenômeno'', afirma Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Caso o bullying ocorra, é preciso deixar evidente para crianças e adolescentes que eles podem confiar nos adultos que os cercam para contar sobre os casos sem medo de represálias, como a proibição de redes sociais ou celulares, uma vez que terão a certeza de que vão encontrar ajuda. ''Mas, muitas vezes, as crianças não recorrem aos adultos porque acham que o problema só vai piorar com a intervenção punitiva'', explica a especialista.

O que é bullying virtual ou cyberbullying?

É o bullying que ocorre em meios eletrônicos, com  mensagens difamatórias ou ameaçadoras circulando por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais), redes sociais e celulares. É quase uma extensão do que dizem e fazem na escola, mas com o agravante de que as pessoas envolvidas não estão cara a cara.
Dessa forma, o anonimato pode aumentar a crueldade dos comentários e das ameaças e os efeitos podem ser tão graves ou piores. "O autor, assim como o alvo, tem dificuldade de sair de seu papel e retomar valores esquecidos ou formar novos", explica Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp).

Esse tormento que a agressão pela internet faz com que a criança ou o adolescente humilhado não se sinta mais seguro em lugar algum, em momento algum. Marcelo Coutinho, especialista no tema e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), diz que esses estudantes não percebem as armadilhas dos relacionamentos digitais. "Para eles, é tudo real, como se fosse do jeito tradicional, tanto para fazer amigos como para comprar, aprender ou combinar um passeio."

Quais são as especificidades para lidar com o bullying na Educação Infantil?

Para evitar o bullying, é preciso que a escola valide os princípios de respeito desde cedo. É comum que as crianças menores briguem com o argumento de não gostar uns dos outros, mas o educador precisa apontar que todos devem ser respeitados, independentemente de se dar bem ou não com uma pessoa, para que essa ideia não persista durante o desenvolvimento da criança. 

Quando o bullying ocorre entre os pequenos, o educador deve ajudar o alvo da agressão a lidar com a dor trazida pelo conflito. A indignação faz com que a criança tenha alguma reação. ''Muitas vezes, o professor, em vez de mostrar como resolver a briga com uma conversa, incentiva a paz sem o senso de injustiça, pois o submisso não dá trabalho'', ressalta Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).



retirado de:http://revistaescola.abril.com.br

Bullying na Educação Infantil. É possível?

Sim, se houver a intenção de ferir ou humilhar o colega repetidas vezes. Entre as crianças menores, é comum que as brigas estejam relacionadas às disputas de território, de posse ou de atenção - o que não caracteriza o bullying. No entanto, por exemplo, se uma criança apresentar alguma particularidade, como não conseguir segurar o xixi, e os colegas a segregarem por isso ou darem apelidos para ofendê-la constantemente, trata-se de um caso de bullying.
"Há estudos na Psicologia que afirmam que, por volta dos dois anos de idade, há uma primeira tomada de consciência de 'quem eu sou', separada de outros objetos, como a mãe.
E perto dos 3 anos, as crianças começam a se identificar como um indivíduo diferente do outro, sendo possível que uma criança seja alvo ou vítima de bullying. Essa conduta, porém, será mais frequentes num momento em que houver uma maior relação entre pares, mais cotidiana e estabelecida com os outros'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral”, da Universidade de Franca (Unifran).