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sábado, 21 de maio de 2011
Desde quando existe bullying?
O bullying sempre existiu. Então, por que hoje em dia falamos tanto nele?
O bullying na escola nasceu juntamente com a história desta instituição. Ou seja, é uma situação muito antiga, e as discussões sobre o assunto iniciaram por volta da década de setenta do século passado.
Foi através do trabalho do psicólogo Dan Olweus, que estudava casos de suicídio na infância e na adolescência, que se descobriu a agressão, física e/ou psicológica, ocorrida de maneira freqüente, repetida, hoje denominada bullying.
Nos últimos anos, o bullying tem tomado proporções maiores, e se antes ele acontecia dentro dos muros da escola, hoje, ele ultrapassa esta barreira e invade a vida do seu alvo por completo.
Isso porque, o alvo de bullying antes podia sair da escola - onde sofria com as agressões - e ir para sua casa encontrar momentos de tranqüilidade, paz, espaço para refletir sobre as situações vividas.
Hoje, o alvo sai da escola e as agressões continuam. Recebe mensagens maldosas, ameaça por celular, encontra na Internet páginas, sites, comunidades que o humilha, que o faz chorar.
Não há mais tempo para o alvo pensar que ele não é a “lata de lixo”, o “fracassado”, o “encardido” - apelidos pejorativos freqüentes no bullying. A intensidade da dor causada pelo bullying o sufoca, potencializando as conseqüências sofridas.
Além deste fato, antigamente acreditava-se que este fenômeno não passava de brincadeira entre os adolescentes, situações típicas da escola ou brincadeira sem conseqüências psicológicas. Era como se este tipo de comportamento acabasse sozinho, quando a maturidade chegasse, sem deixar seqüelas para os envolvidos.
A situação atual do país vivencia uma enxurrada de informação sobre o fenômeno na mídia, novas pessoas interessadas em pesquisar sobre o assunto, pais e escolas preocupados em combater esta violência e alunos cada dia mais informados de que o bullying é coisa séria.
Há muito a se fazer, uma vez que são divulgadas falsas idéias sobre o bullying na mídia; devido à existência de uma possível banalização da palavra, pois, por não serem preparados, os pais acreditam que toda briga trata-se de bullying; e, também, por causa do despreparo das escolas ao elaborarem um projeto. Muitas vezes a lei existe, porém, não são oferecidos meios para que os professores sejam capacitados a lidarem com os casos de bullying.
Autoria Carolina Giannoni Camargo
Autoria Carolina Giannoni Camargo
domingo, 8 de maio de 2011
Frases
Respeitar as idéias das pessoas é o maior incentivo que a elas podemos dar.
É preferível cultivar o respeito do bem que o respeito pela lei.
compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.
Quando você é verdadeiro, sua dignidade se manifesta e desperta o respeito das pessoas.
As pessoas precisam tomar mais cuidado ao expressarem suas opiniões.
Quando eu te dou o meu tempo, eu estou te dando uma porção da minha vida que eu não vou ter novamente. Então não o jogue fora.
Formas de violência Contra Pessoas Idosas
Abuso, maltrato ou violência física
Uso da força física para compelir o idoso a fazer o que nao deseja, feri-lo, provocar-lhe dor, incapacidade ou morte.
Abuso,maltrato ou violência psicológica
são agressões verbais ou gestuais como o bjectivo de aterrorizar, humilhar, restringir a sua liberdade ou isolá-lo do convívio social.
Abuso ou violência sexual
Acto ou jogo sexual de carácter homo ou hetero-relacional que utilizam pessoas idosas visando a obter excitação, relação sexual ou prácticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças.
Abandono
Ausencia ou deserção dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a um idoso que necessite de protecção.
Negligência
Recusa ou omissão de cuidados necessários ao idoso, por parte dos responsáveis familiares ou intitucionais. Frequentemente se associa a outras formas de violência que geram lesões e traumas para a pessoa idosa, sobretudo aquela em situação de dependência ou incapacidade.
Abuso financeiro e económico
Exploração imprópria ou ilegal dos idosos ou uso nao consentido por eles dos seus recursos financeiros e patrimoniais. Ocorre, sobretudo, no âmbito familiar.
Crianças negras estão entre as principais vítimas de bullying

O preconceito e a discriminação muitas vezes resultam em situações em que pessoas são humilhadas, agredidas e acusadas injustamente simplesmente pelo fato de fazerem parte de algum grupo social específico. A afirmação é de uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe) que publicou em junho, em parceria com o Inep, um estudo sobre preconceito e discriminação no ambiente escolar. De acordo com a pesquisa, as práticas discriminatórias têm como principais vítimas os alunos, especialmente negros, pobres e homossexuais, com médias de 19%, 18% e 17% respectivamente para o índice percentual de conhecimento de situações de bullying nas escolas. Sobre o tema, o Observatório da Educação entrevistou a professora Marilene Leal Paré, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ela pesquisa, dentre outras temáticas, o racismo em sala de aula.
Observatório da Educação - Pesquisa da Fipe/Inep apontou a criança negra como principal vítima do bullying. O que aponta sua pesquisa? Como a violência contra a criança negra aparece no cotidiano escolar?
Marilene Leal Paré – Minha pesquisa de mestrado foi feita em três escolas públicas, uma federal e duas estaduais. Fiz entrevistas com alunos negros dessas escolas, com metodologia fenomenológica. Detectei algumas essências dessas entrevistas. A primeira, e que aparecia em 100% das entrevistas, era a questão da discriminação racial na escola. Ela acontece das mais diferentes formas, como a verbal, com apelidos como “macaco”, que vem de muito tempo, mas continua sendo utilizado, tanto por colegas quanto por professores. A pergunta era como a pessoa se sente como aluno negro na escola, ou seja, o sentimento ligado à relação humana na escola, com colegas e professores.
OE – A aplicação da Lei 10.639 teve algum impacto? Está acompanhando a aplicação da lei no RS?
Marilene – No semestre passado, a Faculdade de Educação da UFRGS me pediu para criar a disciplina questões etnicorraciais na educação – sociologia e história, para a pedagogia à distância, vinculada a quatro regiões da grande Porto Alegre, para professores de séries iniciais que não têm a graduação. A disciplina teve enfoque no afrodescendente e no indígena. Trazíamos a abordagem da lei, de como ela estava sendo trabalhada por esses professores. O número era muito pequeno de professores que trabalhavam algo relacionado a essa questão. Algumas poucas escolas tinham algo no currículo, mas a maioria não tinha nada, nem sabia de nada. Isso porque não há formação. As universidades não dão essa formação para os professores. É preciso ter muitos cursos de extensão, de formação, porque os professores devem voltar para a universidade para estudar esse conteúdo ligado à lei, ou seja, a história da África, do afro-brasileiro, da arte, da literatura, contos negros, fábulas africanas, que professores desconhecem. Agora já existe uma bibliografia grande, mas as escolas em geral não trabalham isso.
Tivemos alguns impasses na disciplina. Vários professores se recusaram a fazer a entrevista com seu aluno negro, pois achavam que isso era racismo ao contrário. Tivemos impasse grande com grupos de professores que se negavam a fazer trabalhos, em função justamente desse preconceito incrustado que existe e que se utiliza de uma série de mecanismos para não fazer. Na minha região, de origem alemã e italiana, não tem negro. Mas por não ter a pessoa não vai estudar? Mais de 50% da população brasileira é afrodescendente, e não vai estudar isso?
OE – Em relação à formação inicial nas faculdades houve alguma modificação?
Marilene – Não tem nada. São raras as que têm. Temos uma universidade privada, a Faculdade Porto-Alegrense, que tem um curso de história de extrema qualidade com relação à questão africana e à da afrodescendência. O grupo das ciências sociais, no geral, são os que pesquisam mais, e em algumas disciplinas até trabalham com os alunos. Mas não é instituído, não está no currículo. Depende do professor.
OE – Quanto ao plano de implementação da lei 10.639. Há algum trabalho relacionado ao plano no RS?
Marilene – Tem havido encontros, fóruns, ligados ao plano. Há projeto de implementação, mas há essas barreiras que te disse. Na hora de pôr em ação, o pessoal que está lá e discute nos fóruns é quem está, há muitos anos, trabalhando com a questão. Mas quando chega na escola há alguns impedimentos das pessoas que fazem a educação. Tem muito trabalho pela frente, embora estejamos trabalhando no movimento negro há muitos anos. Ainda há muito a ser feito, principalmente a relação humana, o aceitar o diferente, o outro. Isso não é tão fácil de ser modificado. Com a lei, pelo menos ficou formalizado, pelo menos temos uma lei para nos apoiar. Mas que seja efetivada, é uma política pública que nos favorece bastante.
retirado de:http://www.observatoriodaeducacao.org.br/index.php?view=article&id=817%3Acriancas-negras-estao-entre-as-principais-vitimas-de-bullying&option=com_content&Itemid=2
Um monstro chamado bullying
A palavra é diferente, mas a prática, infelizmente, acontece sempre. Bullying é o nome que se dá às agressões feitas repetidamente contra uma pessoa. Não é só de agressão física que estamos falando. Também se encaixam as gozações maldosas, como dar apelidos infelizes, humilhar... São várias as formas de bullying, que deixam a vítima, muitas vezes, com marcas que serão levadas para a vida adulta. Veja algumas dúvidas de leitoras e saiba o que fazer se acontecer com você.
“Na escola, ganhei um apelido que eu detesto. O que eu faço?”
B.T., 10 anos
Diga que não gosta do apelido e peça a eles que parem. Se isso não acontecer, sugira à coordenação da escola que faça palestras de conscientização dos alunos sobre o bullying. Até porque, essa agressão pode estar acontecendo com outras pessoas também.
B.T., 10 anos
Diga que não gosta do apelido e peça a eles que parem. Se isso não acontecer, sugira à coordenação da escola que faça palestras de conscientização dos alunos sobre o bullying. Até porque, essa agressão pode estar acontecendo com outras pessoas também.
“Fizeram uma comunidade no Orkut só para falar mal de mim. E agora?”
C., 12 anos
Se os membros da comunidade forem da sua escola, é bom que a coordenação tome conhecimento. Também é importante contar aos seus pais, para que eles possam ajudá-la.
C., 12 anos
Se os membros da comunidade forem da sua escola, é bom que a coordenação tome conhecimento. Também é importante contar aos seus pais, para que eles possam ajudá-la.
R.F.L., 12 anos
Porque você faz exatamente o que eles gostariam que fizesse. Então, a saída é tentar levar na esportiva. Quando eles sacarem que você não se importa com o apelido chato, vai perder a graça. Mas se isso realmente faz você se sentir mal consigo mesma, uma boa dica é procurar um psicólogo para ajudá-la.
“Sempre ficava com umas meninas no colégio, mas elas passaram a me ignorar. Quando chego perto, ficam cochichando e rindo de mim.”
T.S., 10 anos
Se fazem isso, é porque não são suas amigas. Caso não queiram esclarecer o que aconteceu, afaste-se e procure outro grupo mais legal e que mereça a sua amizade.
T.S., 10 anos
Se fazem isso, é porque não são suas amigas. Caso não queiram esclarecer o que aconteceu, afaste-se e procure outro grupo mais legal e que mereça a sua amizade.
“Na minha classe tem uns meninos que sempre jogam bolinha de papel em mim. A professora já deu bronca, mas não adianta. Não quero mais ir para a escola.”
K., 9 anos
Isso é um caso de agressão e é grave. Por isso, é importante que você conte aos seus pais o que está acontecendo, para que eles conversem com a coordenação da escola a respeito.
K., 9 anos
Isso é um caso de agressão e é grave. Por isso, é importante que você conte aos seus pais o que está acontecendo, para que eles conversem com a coordenação da escola a respeito.
Consultora. Loverci Moraes, psicóloga.
Isso é bullying, sim!
O que muita gente chama de “brincadeira” é, na verdade, uma maldade das grandes. Saiba o que é considerado bullying pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia): colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, sacanear, humilhar, fazer sofrer, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, quebrar pertences.
Fonte: www.bullying.com.br
Fonte: www.bullying.com.br
BULLYING NO LOCAL DE TRABALHO
A forma mais comum dos casos relacionados ao fenômeno bullying acontece entre crianças e adolescentes nas escolas. Porem, outro lugar para atentarmos a este tipo de violência é no trabalho. O bullying no trabalho é uma ação agressiva permeada por uma relação de poder injusta e egoísta, como gestos, palavras, comportamentos e atitudes que atente por sua repetição, contra a dignidade ou integridade psíquica ou física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o clima de trabalho. Pode acontecer em qualquer empresa ou ambiente de trabalho, da maior corporação ao menor negócio.
O bullying pode assumir muitas formas: atitudes humilhantes que vão desde o isolamento, passa pela desqualificação profissional e acaba no terrorismo visando à destruição psicológica da vítima; ignorar as contribuições ou as comunicações de um trabalhador; excluir funcionários do circuito de informações ou reuniões importantes; dar inícios a boatos destrutivos; constranger em público; assédio sexual; gritar com o funcionário ou ainda dar as piores tarefas ou áreas de trabalho.
O bully, ou seja, o autor do bullying pode ser uma pessoa, um grupo ou todo um departamento. Os bullies de local de trabalho exercem algum tipo de poder, ou simplesmente tem ascendência psicológica sobre os mais fracos, descarregando sua agressividade cotidiana em indivíduos ou vítimas; utiliza-se de várias estratégias dissimuladas em atitudes e gestos, nos olhares e risadinhas, nos comentários racistas, nas ridicularizações, através de imitações de gestos, trejeitos, voz, modo de caminhar e de atuar, no controle excessivo de horários de chegada, de saída, de ida ao sanitário, na convocação de horas-extras apenas para assediar sem testemunhas, na ameaça constante de demissão ou nas agressões verbais. A razão de natureza pessoal pode ser a inveja que um colega desperta em outro. Os chefes bullies não proporcionam liderança verdadeira. Em lugar disso, intimidam, culpam, distorcem a realidade, são desonestos e/ou criam caos permanentemente.
As vítimas de bullying no local de trabalho, geralmente sofrem em silêncio, por medo de perder o emprego. Para dar fim aos abusos, muitas delas largam o trabalho. Estas não têm, pela função exercida ou por características pessoais, possibilidade de reagir, por isso, sofre intimidações psicológicas, que em longo prazo minam seu equilíbrio psíquico, o que produz graves formas de estresse nervoso, doenças físicas, baixa satisfação no trabalho e numerosas intenções de abandonar a organização. Podem experimentar dores de cabeça, fadiga, transtornos no padrão de sono, perda ou ganho de peso, ansiedade, ataques de pânico, entre outros; podem ter sentimentos de confusão, raiva, culpa, vergonha, medo, terror, aflição, depressão, insegurança e isolamento.
Todos os locais de trabalho precisam ficar cientes da gravidade do bullying em seus ambientes para confrontar a situação quando ela ocorrer. Para proporcionar um local de trabalho saudável, faz-se necessário no ambiente onde esteja acontecendo o bullying, que a organização fique ciente do problema, aceite que tem um problema e faça um plano de ação sobre as mudanças necessárias para se tornar um lugar seguro para todas as pessoas trabalharem.
Não existe receita pronta, pois cada indivíduo é um ser especial, com suas dificuldades e habilidades. Porém, no âmbito individual, tanto os bullies quanto as vítimas precisam de ajuda. Algumas vítimas conseguem encontrar suas próprias soluções e, com o tempo, superam seus traumas. No caso de não conseguir resolver os conflitos, o acompanhamento psicológico pode contribuir para uma melhora pessoal e profissional.
NOTA DA AUTORA: Psicóloga Clínica com formação em TCC
Psicóloga da Clínica Interser
Especializanda em Psicopedagogia
Integrante da Comissão de Educação e Comunicação do CRP – 13 PB
Psicóloga da Clínica Interser
Especializanda em Psicopedagogia
Integrante da Comissão de Educação e Comunicação do CRP – 13 PB
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